Mulheres Ao Mar

Que tal ler mais livros escritos por mulheres?


Neste ano de 2022 foi sediado em Maria Farinha o 50º Campeonato Brasileiro de Optimist, finalizado na semana passada. Além de uma presença feminina quase equivalente à masculina (61 velejadoras e 78 velejadores, o que quer dizer que 44% dos participantes eram meninas), tivemos duas atletas presentes no Top 3 da competição: Joana Cocchi Freitas e Melissa Paradeda, em 2º e 3º respectivamente.


Assim, nos sentimos inspiradas com todas essas meninas na raia e resolvemos trazer aqui histórias para impulsionar essa nova geração de velejadoras! Nosso primeiro post literário aqui no blog (já fizemos alguns no Instagram) tem como tema Mulheres na Vela. Trazemos 3 livros escritos por velejadoras que contam diferentes jornadas pelos mares desse mundo. Com narrativas reais e sinceras, confira as dicas de hoje:




O livro Mulheres Velejando pelo Mundo contém uma sequência de crônicas escritas cada uma por uma velejadora sobre a vida ao mar, velejos de final de semana, histórias de encontros com o barco e o pôr do sol perfeito. O livro possui 28 crônicas ao longo de suas 304 páginas. A edição possui os textos tanto em português quanto em francês, por ter participação de escritoras francesas e recebe vida com um caderno de fotos coloridas que acompanham algumas das histórias. O livro é da editora 7 letras e pode ser adquirido pelo site da editora.






Sete Anos em Sete Mares conta a jornada de uma mulher que saiu completamente da sua zona de conforto, se lançando ao mundo em busca da solução para os problemas ambientais do nosso planeta. "Após cruzar oceanos, atuar em causas socioambientais em mais de 80 países e visitar as regiões mais inóspitas do mundo, Barbara Veiga, fotógrafa, documentarista e jornalista, conta suas emocionantes experiências ao passar sete anos morando no mar." Seus relatos apaixonantes sobre a vida marinha e tudo que podemos aprender com ela, aprender a confiar nas pessoas, é sobre ser uma mulher em um meio predominantemente masculino, a solidão e saudade de casa, aventuras em meio a piratas e prisões no Caribe, mas, acima de tudo, sobre uma vida trabalhando em causas junto ao Greenpeace, Sea Shepherd e Avaaz.




Sua preparação foi longa. Quem assistiu ao vídeo de Amyr Klink justificando o porquê de não emprestar seu barco à filha Tamara Klink para que ela pudesse repetir a viagem do pai à Antártica, entenderá do que estamos falando (para quem ainda não viu, clique aqui e assista, pois valerá a pena). Com 23 anos de idade, Tamara se encontrou pronta para ir rumo à sua primeira viagem em solitário, da Noruega até a França em um veleiro chamado Sardinha. Após a travessia, lançou o bom Crescer e Partir com dois livros intitulados: Mil Milhas, com poemas, desenhos e relatos de sua viagem, e Um mundo em poucas linhas, que contém tanto poemas quanto textos em prosa sobre viagens feitas com a família e as diferentes travessias realizadas ao longo de sua vida.


"Uma mulher precisa viajar. Para descobrir por si mesma aonde é capaz de chegar." - Tamara Klink


Se você conhece outros livros sobre o tema, pedimos que por favor deixe nos comentários indicações de navegadoras que compartilharam conosco suas histórias através de livros, filmes, poemas, documentários ou o que for. Para que possamos todos ter acesso a relatos cada vez mais fascinantes de mulheres que desbravaram o mundo afora. Para finalizar, deixamos aqui o link de um dos vídeos do Instagram da Tamara Klink, onde ela convida a todas nós mulheres a irmos onde quer que acreditemos ser possível.


Clique aqui e assista ao vídeo





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